Ginecomastia: conheça os tipos, os graus e os tratamentos para o aumento das mamas masculinas
Nem todo aumento do peito masculino é igual. Alguns homens apresentam apenas um pequeno volume atrás da aréola; outros têm acúmulo de gordura, aumento da glândula mamária e até excesso de pele. Identificar essas diferenças é fundamental para escolher o tratamento cirúrgico e planejar as cicatrizes.
O que é ginecomastia?
A ginecomastia é o aumento benigno do tecido glandular das mamas masculinas. Ela pode surgir na adolescência ou na idade adulta, afetar uma ou ambas as mamas e estar associada ao acúmulo de gordura.
É importante distinguir a ginecomastia verdadeira da pseudoginecomastia, na qual o aumento do volume decorre predominantemente de gordura, sem crescimento significativo da glândula mamária.
1. Quais são os graus da ginecomastia?
Uma das classificações mais utilizadas na cirurgia plástica é a de Simon, que considera o volume das mamas e a presença de excesso de pele.
Grau I — Pequeno aumento: volume discreto, geralmente concentrado atrás da aréola, sem excesso de pele.
Grau IIa — Aumento moderado: mama visivelmente aumentada, mas sem sobra significativa de pele.
Grau IIb — Aumento moderado com flacidez: além do aumento do volume, existe excesso de pele, que pode exigir técnicas cirúrgicas adicionais.
Grau III — Aumento acentuado: volume mamário importante, excesso de pele e, frequentemente, queda da mama e da aréola.
Quanto maior o volume e a flacidez, maior pode ser a necessidade de retirar pele e reposicionar a aréola. Por isso, dois pacientes com ginecomastia podem precisar de cirurgias e cicatrizes completamente diferentes.
2. Ginecomastia glandular, gordurosa ou mista
Além do tamanho, é importante identificar qual tecido é responsável pelo aumento das mamas.
Glandular: predomínio de tecido mamário aumentado, frequentemente percebido como um volume mais firme atrás da aréola.
Gordurosa: predomínio de gordura na região peitoral, geralmente com tecido mais macio. Quando não existe aumento significativo da glândula, recebe o nome de pseudoginecomastia.
Mista: associação de aumento da glândula mamária e acúmulo de gordura.
Essa distinção influencia diretamente o planejamento cirúrgico. A lipoaspiração trata o componente gorduroso, mas não costuma eliminar adequadamente uma glândula mamária aumentada e firme. Nos casos mistos, pode ser necessário combinar a retirada da glândula com a lipoaspiração para melhorar o contorno do tórax.
3. Como é a cirurgia e onde ficam as cicatrizes?
O tratamento cirúrgico é planejado de acordo com o grau da ginecomastia, a quantidade de gordura, o tamanho da glândula e a elasticidade da pele.
Nos casos predominantemente glandulares, a retirada da glândula costuma ser realizada por uma incisão na borda da aréola, posicionando a cicatriz na transição entre a pele da aréola e a pele do tórax.
Quando existe acúmulo de gordura, a lipoaspiração pode ser realizada por pequenas incisões, isoladamente ou associada à retirada da glândula.
Nos casos mais acentuados, especialmente quando há excesso importante de pele, podem ser necessárias cicatrizes ao redor da aréola ou mais extensas, além de eventual reposicionamento da aréola.
O objetivo é obter um tórax mais plano, proporcional e com contornos naturais. Entretanto, toda cirurgia produz cicatrizes e apresenta riscos, como hematomas, seromas, alterações de sensibilidade, assimetrias e irregularidades de contorno.
4. Quais são as causas mais comuns?
A ginecomastia pode surgir por alterações hormonais naturais da puberdade e do envelhecimento, obesidade, uso de determinados medicamentos, esteroides anabolizantes e algumas doenças hormonais, hepáticas ou renais.
Em muitos pacientes, nenhuma causa específica é identificada.
Antes da cirurgia, é importante investigar a história clínica, os medicamentos utilizados e eventuais sinais de alterações hormonais ou outras doenças.
5. Tratamento clínico ou cirúrgico: qual é mais eficaz?
Nem toda ginecomastia precisa ser operada. Na adolescência, por exemplo, muitos casos regridem espontaneamente. Quando existe uma causa identificável, seu tratamento ou a suspensão de uma substância associada ao problema, sob orientação médica, pode permitir a redução do volume mamário.
Medicamentos podem ser considerados em situações específicas, especialmente nos casos recentes e dolorosos. Entretanto, apresentam resultados limitados quando o tecido glandular já está estabelecido há muito tempo.
Na ginecomastia persistente, o tratamento cirúrgico costuma proporcionar uma correção mais efetiva do volume e do contorno mamário. A retirada da glândula, isoladamente ou associada à lipoaspiração, é uma abordagem consolidada, embora os resultados variem conforme as características de cada paciente.
Se você se incomoda com o volume das mamas, uma avaliação individualizada permite identificar o tipo e o grau da ginecomastia, esclarecer as possibilidades de tratamento e discutir as cicatrizes esperadas.
Dr. Juldásio Galdino de Oliveira Junior Cirurgião Plástico — Brasília/DF Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
CRM-DF 13.824 – RQE 9.009
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